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A tenda do cordel nos 100 anos de Gonzagão

A cultura popular nordestina ferveu no Vale do Anhangabaú nos dias 25 e 26 de setembro, quando aconteceu uma grande homenagem ao centenário de nascimento do Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Dois palcos foram montados nesta região central da cidade, recebendo personalidades como Elba Ramalho e Dominguinhos, grande amigo de Gonzagão, e outras atrações que relembraram o legado do cantor, que é de incontestável importância para a história da música brasileira.

A programação paralela contou com as delícias da culinária nordestina: foram servidas comidas como o Baião de Dois, Caldo de Mocotó, Mexidinho da Paraíba, Xibiu, Escondidinho de carne seca, Mingau Pitinga com Guizado de Bode, Prato de Cosme e Damião, Acarajé, etc. Também aconteceu um debate sobre o forró em São Paulo e o tradicional cortejo nordestino, com o Trio Ó do Forró e atrás dos palcos. Além disso, uma tenda dedicada ao cordel foi erguida e contou com a participação dos cordelistas João Gomes de Sá, Varneci Nascimento, Cacá Lopes, Costa Senna, Cleusa Santo, Moreira de Acopiara, Pedro Monteiro, Aldy Carvalho,  Marco Haurélio, Luiz Wilson,  Manoel Emidio de Santana, do contador de causos Eufra Modesto e dos repentistas Adão Fernandes e João Dotô.

A Tenda de Cordel Chapéu de Palha

Veja a galeria de fotos Luiz Gonzaga

Luiz Gonzaga é um dos principais nomes da música brasileira. Nascido no dia 13 de dezembro de 1912 em Exu, oeste de Pernambuco, o cantor começou a tocar sanfona ainda criança como pupilo de seu pai, que trabalhava na roça. Iniciou sua carreira musical profissionalmente em 1939 e se notabilizou por ter disseminado pelo Brasil o melhor do baião, do xote e da xanxada – em uma época que poucas pessoas conheciam estes ritmos -, por ter colocado em evidência a cultura popular nordestina e escancarado as injustiças do sertão. Vestido de vaqueiro, com a voz forte, a sanfona nos braços e acompanhado de dois músicos com o triângulo e a zabumba, Gonzagão foi o autor de clássicos como Asa branca, Assum preto, Juazeiro e Xote das meninas. A música Asa Branca é considerado até hoje o hino do nordeste.

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