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A Caravana

“O mundo do cordel para todo mundo”, esse é o lema da Caravana do Cordel, projeto coletivo, construído por diversos poetas populares nordestinos residentes em São Paulo. O grupo integra cordelistas, repentistas, contadores de histórias, músicos, xilógrafos, pesquisadores e entusiastas da poesia popular, que, antes da Caravana existir, estavam dispersos pela capital paulista. O coletivo se reúne para apresentações nos mais diversos ambientes, como bibliotecas, teatros, praças, escolas, cineclubes, etc.

João Gomes de Sá fala sobre a Caravana do Cordel https://vimeo.com/54506096

Neste ano, no dia 7 de novembro, a Caravana completará quatro anos no dia 4 de novembro, data da primeira apresentação do grupo em 2008, na Biblioteca Monteiro Lobato onde aconteceu o I Salão da Literatura de Cordel, com os fundadores do movimento: João Gomes de Sá, Varneci Nascimento, Marco Haurélio, Costa Senna, Pedro Monteiro, Nando Poeta e Cacá Lopes.

A Caravana começou a crescer quase dois anos depois, em julho de 2010, quando o coletivo iniciou atividades regulares – uma vez por mês – na rua Augusta, no Espaço Centro Cineclubista de São Paulo. Com o tempo, o grupo resolveu investir mais na ideia de um movimento itinerante e, por isso, saiu do cineclube para se apresentar em diferentes lugares, como São Bernardo do Campo, Guarulhos, Mauá, Santo André, Paranapiacaba, Serra Negra, Sorocaba, Cubatão, Uberlândia, Guaxupé-MG etc, sempre procurando reforçar o valor da poesia popular. Neste meio tempo, a Caravana reuniu outros poetas como Moreira de Acopiara, Aderaldo Luciano, Aldy Carvalho, Luiz Wilson, Eufra Modesto, Cleusa Santo, Benedita Delazari, Daniela Almeida, Jackson Ricarte, Cícero Pedro da Silva, Sebastião Marinho, Pedro Costa, Assis Coimbra, José Araújo, Jocélio Amaro, Fatel Barbosa, Júbilo e Ornela Jacobino, Dé Pajeú, Rhayfer, etc.

A Caravana do Cordel impulsionou a formação do Instituto Leandro Gomes de Barros, com a presidência do cordelista do Piauí Pedro Monteiro e João Gomes de Sá como vice-presidente, que promove eventos e busca fundos para divulgação da cultura popular nordestina, em especial o cordel.

Hoje, as atividades da Caravana acontecem apenas quatro vezes ao ano, principalmente porque cada membro tem uma linha de trabalho e alguns projetos individuais se sobrepuseram ao interesse coletivo. Costa Senna, um dos fundadores do grupo, chegou até a sair do movimento porque para ele, “o grupo quer as coisas de um jeito, e eu gostaria de outro.”

Mesmo assim, a Caravana vem ganhando espaço e está repensando seus encontros, apresentações e grupos de estudos e, além disso, já está na história do cordel paulistano.

 

 

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