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O Cordel da Cortez

Em agosto de 2012, o “Cordel da Cortez” completou dez anos. O evento, realizado pela Livraria Cortez, reuniu durante uma semana diversos poetas de cordel de São Paulo, como faz a cada dois anos. A livraria, localizada em Perdizes, se encheu de enfeites – principalmente de cordas, tão simbólicas para o cordel – e virou um cenário para saraus de cordel, apresentações, contações de histórias, cantorias, lançamentos de livros, etc.

O seu Cortez, dono da livraria, e o seu sobrinho Ednilson, diretor, foram os mentores da ideia. Os dois são sertanejos de raiz, de Sertão do Seridó, região do Rio Grande do Norte e, quando pequenos, ouviram histórias e mais histórias do sertão nordestino. Eles vivenciaram a chamada literatura oral nordestina dentro de casa. Por isso, Ednilson diz que o interesse pelo cordel, que é oral e escrito ao mesmo tempo, está no seu sangue.

Em 2002, quando fizeram o primeiro “Cordel da Cortez”, que na época chamava “Cordel na Cortez”, eles resolveram apostar nesse gênero riquíssimo da literatura, para a qual poucos davam créditos. Então, os dois começaram a buscar cordelistas em evidência ou perdidos e anônimos por São Paulo. A partir de então, passaram a conviver com um nicho restrito, mas variado de artistas, cheios de talentos.

Assista ao vídeo do Cordel da Cortez:

O evento “Cordel da Cortez” tornou-se uma das referências para o cordel paulistano e contribuiu com o movimento de valorização dessa literatura. De dez anos para cá, o cordel passou a entrar mais no currículo das escolas, passou a ter uma dimensão mais significativa dentro do mercado editorial e passou a ser reconhecido como um gênero literário.

Este ano, a Livraria Cortez reuniu os poetas de cordel Aldy carvalho, Cacá Lopes, Costa Senna, João Gomes de Sá, Marco Haurélio, Moreira de Acopiara, Nando Poeta, Pedro Monteiro, Valdeck de Garanhuns, Varneci Nascimento, entre outros. Também contou com a participação do xilogravurista Mestre Jerônimo Soares, dos jornalistas Assis Ângelo e Audálio Dantas, do cantador de repente Sebastião Marinho, das poetas Magu — Maria Augusta de Medeiros — e Goimar Dantas, da Cia Rodamoinhos, etc. O evento foi apoiado pelo Instituto Leandro Gomes de Barros, entidade sem fins econômicos que tem como objetivo, promover a literatura de cordel.

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